4 vantagens de vender um precatório (mesmo com deságio)

Apesar de falarmos com frequência aqui e nas redes sociais sobre as muitas vantagens em vender um precatório atrasado, receber um valor menor do que o previsto no precatório pode parecer, à primeira vista, uma desvantagem. No entanto, essa análise muda quando o deságio é comparado ao tempo de espera, às incertezas do sistema de pagamento e às oportunidades que a liquidez imediata pode proporcionar.

Explicamos aqui no Blog Fair Price o que é o deságio e porque é aplicado quando um precatório é antecipado pela venda ou acordo. Uma vez compreendido o impacto do deságio, a decisão entre esperar ou vender o crédito pode ser feita com clareza, considerando as necessidades e desejos de cada titular. Conheça quatro fatores que ajudam a avaliar essa escolha.

1. Vender o precatório e receber o valor na hora

A principal vantagem da venda de um precatório é transformar um crédito futuro em recursos financeiros no presente.

Após a formalização da cessão (via contrato assinado em cartório), o titular recebe o valor acordado à vista, sem precisar aguardar o cronograma de pagamento do ente público. Isso permite utilizar o dinheiro para quitar dívidas, financiar um imóvel, viajar ou realizar tratamentos e procedimentos de saúde.

Nesse contexto, o deságio representa o custo da antecipação de um valor que, de outra forma, continuaria sujeito aos prazos – cada vez mais lentos – da Administração Pública.

2. Vale a pena continuar esperando o pagamento?

Os precatórios são direitos reconhecidos pela Justiça, mas isso não significa que o recebimento ocorrerá rapidamente.

Nos últimos anos, sucessivas emendas constitucionais alteraram as regras de pagamento, os limites orçamentários e os índices de atualização desses créditos. Ao mesmo tempo, Estados, municípios e a própria União ainda administram elevados estoques de precatórios, o que mantém muitos credores sujeitos a longos períodos de espera.

Ao vender o crédito, o titular deixa de depender dessas mudanças e passa a contar com um valor certo (com deságio aplicado sobre o valor total, corrigido e atualizado) e disponível imediatamente.

3. Como vender o precatório pode ajudar a organizar as finanças?

O Brasil registra níveis historicamente elevados de endividamento. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), mais de 80% das famílias brasileiras possuem algum tipo de dívida, índice que é ainda maior entre as famílias de menor renda.

Nesse cenário, antecipar o recebimento de um precatório pode ser uma oportunidade para quitar financiamentos, empréstimos, dívidas de cartão de crédito ou débitos inscritos em Dívida Ativa. Em muitos casos, eliminar obrigações que acumulam juros elevados gera um impacto financeiro mais relevante do que permanecer aguardando o pagamento do crédito.

4. O cenário econômico também influencia?

Sim. Inflação, juros elevados e oscilações da economia mundial influenciam o planejamento financeiro de pessoas, empresas e, claro, da Administração Pública. Considerando a proximidade das eleições presidenciais e as tensões a nível internacional, o cenário da economia brasileira torna-se ainda mais delicado.

Ter acesso imediato a uma boa quantia oferece mais liberdade para tomar decisões de acordo com os próprios objetivos, sem depender exclusivamente de fatores externos ou de novas alterações nas regras de pagamento dos precatórios. Também ajuda quem está no sufoco a se livrar das dívidas e deixar o nome “limpo”.

Vender o precatório é a solução?

Não existe uma resposta igual para todos os casos. O valor do crédito, o ente devedor, a posição na fila de pagamento e os objetivos do titular são fatores que influenciam essa análise.

Por isso, antes de decidir, vale a pena realizar uma avaliação individualizada do precatório com a equipe da Fair Price. Com informações claras sobre o crédito e as condições de negociação, fica mais fácil entender se a liquidez imediata é a alternativa mais adequada para o seu momento.

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