Vender o precatório ou pegar um empréstimo consignado?

Quem acompanha as notícias, sabe que milhares de brasileiros estão endividados e com dificuldades para manter o básico em dia, como luz e aluguel.

Precisar de dinheiro rápido para quitar dívidas antigas, realizar um tratamento de saúde ou se livrar dos juros do cartão de crédito é uma realidade que abarca cerca de 70% da população brasileira.

E para quem é servidor público, aposentado ou pensionista e possui um precatório a receber, costuma surgir uma dúvida crucial: vale mais a pena vender o precatório ou contratar um empréstimo consignado?

Embora o crédito consignado seja famoso pelas taxas de juros mais baixas se comparado ao cartão de crédito, ele ainda representa uma dívida de longo prazo. É por isso que a antecipação de precatórios – comuns, alimentares e tributários – vem se consolidando como uma saída estratégica e inteligente.

O peso do empréstimo consignado

O consignado funciona com o desconto direto das parcelas na folha de pagamento ou no benefício do INSS. Na prática, isso compromete a renda mensal da família por meses ou até anos.

  • Margem consignável travada: o tomador perde poder de compra e fica com o orçamento engessado.
  • Juros acumulados: mesmo sendo uma modalidade de crédito barata, o cliente ainda pagará juros e taxas bancárias sobre o valor contratado.
  • Risco de superendividamento: se surgir outro imprevisto, a margem de crédito já estará esgotada.

Antecipar o precatório

Vender o precatório significa transformar um direito futuro (que muitas vezes não tem prazo exato para ser pago pelo Estado) em dinheiro vivo no presente. A grande diferença para o empréstimo é que a cessão de crédito não é uma dívida. Confira 3 vantagens da antecipação do precatório:

  1. Renda mensal intacta: O credor recebe o dinheiro à vista, com a aplicação de um deságio (desconto), mas não compromete um centavo do seu salário ou aposentadoria no mês seguinte.
  2. Zero parcelas: Uma vez realizada a venda, o compromisso financeiro termina ali. Quem assume o risco de esperar pela fila do governo é a empresa compradora.
  3. Liberdade financeira: o dinheiro entra na conta de forma limpa, permitindo que o titular limpe seu nome, organize a vida e recupere o sono sem o peso de boletos futuros.

Ainda que a venda seja sempre com deságio (por exemplo: o precatório é de R$ 100 mil reais, e a oferta de compra é de R$ 60 mil), é importante lembrar que o valor a ser considerado é corrigido e atualizado, contando os anos de atraso e o índice de referência em vigor. 

Por fim, a escolha depende do momento financeiro de cada um, mas para quem busca liquidez imediata para “limpar o nome” sem criar novas obrigações mensais, sair da fila e antecipar o precatório se mostra uma alternativa altamente eficaz. 

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